Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017  
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Vulvovaginites

As vulvovaginites e vaginoses são as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico, causadas em sua maioria por fungos, Trichomonas Vaginalis e inclusive por flora exacerbada de lactobacilos.

Várias pacientes queixam-se com frequência de infecções vaginais, quando muitas vezes, tratam-se apenas de descargas vaginais fisiológicas, ou seja, normais, que variam de acordo com a fase do ciclo menstrual e estágios da vida da mulher.

O corrimento vaginal fisiológico é transparente ou branco, mucoide e inodoro, decorrente em sua maioria da presença dos lactobacilos. Nestes casos, não há indicação de tratamento, apenas uma orientação adequada, tranquilizando a paciente de que não há nenhuma patologia.


Candidíase Vulvovaginal:


Tem como seu principal agente etiológico a Cândida Albicans, em cerca de 80 a 92% dos casos, sendo o restante causado por espécies não albicans. A maioria das infecções não é complicada, respondendo aos vários esquemas de tratamentos propostos, porém algumas pacientes podem evoluir com recorrência. Nem sempre a presença do fungo significa existência da doença.

Define-se como Candidíase Vulvovaginal (CVV) recorrente quando a paciente apresentar quatro ou mais episódios sintomáticos no período de um ano. Fatores como diabetes, gravidez, uso de antibióticos, alterações de imunidade, hábitos alimentares e estilo de vida podem alterar a resposta imunológica ao fungo, favorecendo desta forma a recorrência da infecção. Os sintomas mais comuns são corrimento vaginal esbranquiçado e grumoso, prurido vulvar, ardência e dispareunia (dor no ato sexual). Cabe ao médico realizar o diagnóstico diferencial com outras patologias vulvares como reações alérgicas, dermatites, vulvites químicas, herpes genital e líquen escleroso.

O diagnóstico pode ser clínico, baseando-se nas queixas e exame físico da paciente ou laboratorial, através da realização de exames como citologia a fresco e cultura de secreção vaginal.

O tratamento da CVV pode ser oral e/ou vaginal, não havendo necessidade de tratar o parceiro, caso ele não seja sintomático. Para crianças e mulheres sem vida sexual ativa, deve-se preferir o tratamento por via oral. Vale salientar a importância da mudança de hábitos, procurando-se evitar o uso de roupas apertadas, uso de sabonetes e cremes vaginais que alterem o ph normal e que possam causar irritação local, além do cuidado com excessos de leite e derivados, açúcares e substâncias cítricas. Essas medidas podem reduzir de maneira significativa a incidência e/ou recorrência da CVV.


Tricomoníase:


Causada pelo protozoário Trichomonas Vaginalis acomete uma em cada três mulheres sexualmente ativas. Sua transmissão é essencialmente sexual, porém o organismo pode sobreviver por algumas horas em toalhas úmidas e roupas íntimas. Após 48h do contato com mulher infectada, cerca de 70% dos parceiros se contaminam na parte interna do prepúcio, glande e/ou uretra, até mesmo na próstata.

O diagnóstico clínico baseia-se na observação de sinais e sintomas característicos como a presença de intenso corrimento vaginal amarelo esverdeado, por vezes acinzentado, bolhoso e espumoso, sendo acompanhado de odor fétido, discreto prurido, edema vulvar e sintomas urinários. Em casos mais intensos, podem ainda ocorrer dor e sangramento durante a relação sexual. Na prática, o diagnóstico laboratorial pode ser feito através do exame microscópico a fresco, citologia oncótica e cultura de secreção vaginal, mas também existe a biologia molecular.

Mais da metade das mulheres portadoras de tricomoníase são assintomáticas, devendo ser tratadas se houver achado do protozoário no exame de citologia oncótica de rotina.

Devido o fato da principal meio de transmissão ser a via sexual, o parceiro sempre deve ser tratado.

Durante o tratamento, a paciente deve evitar ingesta de bebidas alcoólicas e atividade sexual.


Vulvovaginites na Infância:


Os corrimentos vaginais na infância e adolescência são frequentemente causas de consultas pediátricas ou ginecológicas. Na maioria dos casos, trata-se apenas de secreção vaginal fisiológica, não havendo indicação de tratamento, apenas adequada orientação dos pais.

A vulvovaginite na infância é inespecífica em 70% dos casos, sendo causada principalmente por contaminação de bactérias intestinais.

A proximidade da vulva com o ânus aliada à precária higiene pode propiciar a proliferação de bactérias locais. Os órgãos genitais da menina ficam mais expostos quando em posição de cócoras ou sentadas, havendo maior risco de contaminação em locais públicos, como bancos de areia em parquinhos. Outra possibilidade é a introdução de corpos estranhos como papel higiênico, algodão e pequenos brinquedos na vagina, quer seja acidental durante as brincadeiras ou pela curiosidade de descoberta de seu próprio corpo.

As infecções causadas por germes específicos são menos comuns, destes os mais frequentemente encontrados em crianças são a Gardnerella vaginalis, Cândida Sp e Trichomonas.

É muito importante os pais estarem atentos quanto à possibilidade de abuso sexual, que em geral vem associado a traumatismos e/ou infecções vaginais por germes sexualmente transmissíveis e, muitas vezes, mudança de comportamento da criança.

O diagnóstico da vulvovaginite é clínico, mas sempre que necessário pode ser associado a exames complementares como cultura de secreção vaginal, exame a fresco e parasitológico de fezes.

O tratamento tem como objetivo principal melhorar a higiene genital e para tal fim a conscientização da família é de suma importância. O cuidado com a lavagem das mãos, uso de roupas folgadas e absorventes, preferência por sabonetes neutros, limpeza genital antes e após as micções e evacuações são essenciais para o sucesso terapêutico. As meninas maiores devem ser orientadas a limpar-se após as evacuações de frente para trás, para não contaminar a vagina com restos de fezes. As infecções específicas serão tratadas preferencialmente com medicações de uso tópico.

 
 









 
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