Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017  
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CONSULTORIO ESPECIALIZADO EM GINECOLOGIA, OBSTETRICIA & ESTETICA GENITAL FEMININA

 
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Métodos Contraceptivos

Métodos Comportamentais

Método de Ogino-Knaus: também conhecido como tabelinha baseia-se na observação do período fértil em mulheres com ciclos menstruais regulares. O casal deve evitar as relações sexuais nesta fase.
=>Taxas de gravidez de uma em cada 11 mulheres.

Método de Billings ou Muco Cervical: baseia-se na observação das modificações cíclicas do muco cervical. A presença do muco cervical em maior quantidade, tornando a vagina mais úmida pode ser um indicativo de que a paciente está no período fértil. Deve-se interromper a atividade sexual por um período de três dias.
=> Taxas de gravidez de uma em cada 33 mulheres.

Método da Temperatura Corporal Basal: baseia-se no leve aumento da temperatura corporal após a ovulação, resultado da ação da progesterona no hipotálamo. A mulher deve aferir a temperatura diariamente a partir do primeiro dia do ciclo e permanecer em abstinência sexual até que haja aumento de 0,3 a 0,8 graus por três dias consecutivos.
=> Taxas de gravidez de uma em cada 100 mulheres (quando as relações ocorrem depois da ovulação e antes da próxima menstruação).

Coito Interrompido: consiste em retirar o pênis da vagina na iminência da ejaculação. Método de baixa eficácia, não previne contra DST/AIDS, além de ser causa de insatisfação sexual do casal.

Método de Lactação e Amenorréia: a amamentação exclusiva oferece proteção natural contra a gravidez, uma vez que as alterações hormonais resultam na inibição da ovulação. Pode ser iniciado imediatamente após o parto, permitindo à mulher iniciar outro método contraceptivo no momento que desejar.


Métodos de Barreiras

São aqueles que impedem a ascensão dos espermatozóides ao útero através de obstáculos mecânicos e/ou químicos.

O condom ou preservativo masculino é o método de barreira mais utilizado em todo o mundo. Constituído de látex ou plástico, além de evitar a gravidez, é um importante meio de prevenção de DST/AIDS. Pode ser associado a outros métodos contraceptivos e, quando usado corretamente, tem uma eficácia em prevenir a gravidez numa taxa de uma a cada oito. De uma forma geral, não existem contraindicações, apenas evitar uso em pessoas alérgicas ao látex.
=> Taxas de falhas entre 3 a 12%.

• Já o condom feminino é de poliuretano, mais resistente e durável que o masculino. Protege o colo do útero, vagina e genitália externa. Tem a vantagem de ser inserido antes da relação sexual, de fácil remoção e menor perda de sensibilidade. Assim como o masculino, pode ser associado a outros métodos anticoncepcionais.
=> Taxas de gravidez de uma em cada 20 mulheres.

• O diafragma é um dispositivo de borracha, circular, com bordos firmes e flexíveis, que ao ser inserido na vagina, forma uma barreira física no colo do útero, impedindo a ascensão dos espermatozoides. Existem vários tipos e composições, sendo o de fabricação nacional constituído de silicone e aro em espiral de metal tratado. Deve ser introduzido antes do ato sexual juntamente com o espermicida e a remoção realizada em até 6 à 8h após o término da relação, a fim de reduzir o risco de infecções. Está contraindicado para pacientes com prolapsos genitais.
=> Taxas de gravidez de uma em cada 17 mulheres.

Espermicidas são métodos químicos de barreira, que agem através da inativação dos espermatozoides. Apresentam baixa eficácia contraceptiva quando usados isoladamente, devendo-se associar ao diafragma ou condom. Trata-se de um método de fácil uso, sem efeitos hormonais, pode ser interrompido a qualquer momento e ainda contribui na prevenção de algumas DSTs. Por outro lado, a irritação na vulva causada pelo uso repetitivo dessas substâncias pode aumentar o risco de infecção urinária, candidíase vulvar e outras vulvovaginites.
=> Taxas de gravidez de uma em cada 17 mulheres.

Métodos Hormonais

• Anticoncepcional Hormonal Oral

Método contraceptivo mais utilizado no Brasil atua inibindo a estimulação dos ovários e consequentemente a ovulação.

=> Uso:

  • Monofásicos: são os mais comuns, constituídos por 21 comprimidos com a mesma dose de hormônios. A primeira cartela deve ser iniciada no primeiro dia do ciclo menstrual. Após término do último comprimido, dar uma pausa de 7 dias, período em que ocorrerá a menstruação, e iniciar nova cartela no 8 dia, independente do sangramento.
  • Bifásicos: também compostos por 2 tipos de hormônios, porém algumas pílulas apresentam doses diferentes, num total de 22 comprimidos. Sendo assim, a pausa será de 5 dias.
  • Trifásicos: contêm os mesmos hormônios em 3 doses diferentes.
  • Monofásicos contínuos: apresentam 2 tipos de hormônios com a mesma dose. A cartela contém 28 comprimidos, devendo-se iniciar no primeiro dia da menstruação e as demais pílulas devem ser ingeridas continuamente, sem pausa. Dessa forma, haverá suspensão do ciclo menstrual.

=> Vantagens: alta eficácia se usado de forma correta (1/1000 mulheres), proporciona melhora das cólicas menstruais e regularidade do ciclo. Método reversível, possibilitando retorno à fertilidade em seguida à interrupção da cartela.

=> Desvantagens: não protege contra DSTs, provoca alguns efeitos colaterais e deve ser ingerido diariamente.

=> Efeitos adversos: náuseas, vômitos, enxaqueca, aumento de peso, alterações do ciclo menstrual e do humor, como depressão e diminuição do libido.

=> Riscos: raramente pode causar tromboses venosas profundas, acidentes vasculares ou infarto. O uso pode aumentar o risco de tumores do fígado.

=> Contra-indicações: hipertensão arterial grave, doenças cardiovasculares, hepatopatias aguas ou crônicas,  câncer de mama, neoplasias hormônio-dependentes, suspeita ou confirmação de gravidez, doenças tromboembólicas, entre outras.

 Anticoncepcional Oral de Progestágenos

Também conhecido como Minipílula, é constituído apenas pelo hormônio sintético progestégeno.

=> Indicações: pricipalmente para mulheres em fase de amamentação. No entanto, também pode ser utilizado para pacientes que se beneficiem com o bloqueio do ciclo menstrual, como nos casos de pacientes com Tensão Pré- Menstrual importante e Sangramento Uterino Disfuncional.

=> Vantagens: método de fácil utilização devido seu uso em regime contínuo; permitido durante a lactação.

=> Desvantagens: apresenta índice de falha maior que os contraceptivos orais combinados.

=> Efeitos Colaterias: alterações do fluxo menstrual, principalmente amenorréia, cefaléia e hiperssensibilidade mamária.

• Anticoncepcional Hormonal Injetável Mensal

O mecanismo de ação dos anticoncepcionais injetáveis é inibir a ovulação e aumentar a espessura do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozóides.

=> Uso: aplicação intramuscular a cada 30 dias.

=> Vantagens: método de aplicação simples, reversível, não interfere na atividade sexual e muito eficaz, com taxas de gravidez entre 0,1% a 0,3% no primeiro ano de uso. Diminui a frequência e intensidade das cólicas menstruais. Vale ressaltar outra vantagem do injetável em relção ao oral que é a presença do estrégeno natural em sua composição, aumentando sua segurança. 

=> Desvantagens: alterações na periodicidade do sangramento e não protegem contra DSTs.

=> Efeitos colaterais: aumento de peso, cefaléia, vertigem e mastalgia.

=> Contra-indicações: suspeita de gravidez, amamentação, doenças hepáticas graves, sangramento genital não diagnosticado, enxaqueca grave recindivante, câncer genital e mamário.

Anticoncepcional Hormonal Injetável Trimestral

Os anticoncepcionais trimestrais são constituídos por apenas um progestágeno, o acetato de medroxi-progesterona. O principal mecanismo de ação é a inibição da ovulação, além de torna o muco cervical mais escasso e viscoso, dificultando a passagem dos espermatozóides.

=> Uso: a aplicação é intramuscular a cada 3 meses, devendo-se a primeira dose até o quinto da do ciclo. No pós-parto, se a paciente não estiver amamentando pode ser aplicado de imediato; enquanto nas lactantes, o uso deve ser postergado para 6 semanas após o parto.

=> Vantagens: método eficaz, seguro, reversível e de fácil aplicação. Por apresentar apenas progesterona em sua composição, pode ser utilizado durante a lactação.

=> Desvantagens: não protege contra DSTs, a paciente fica em amenorréia, o retorno à fertilidade pode demorar e, na vigência de efeitos colaterais, não pode ser retirado.

=> Efeitos Colaterais: irregularidade menstrual, amenorréia, náuseas, cefaléia, alterações do humor, aumento de peso, queda de cabelo e diminuição da libido.

 • Adesivo

Agem liberando diariamente uma dose de estrogênio e progestágeno na corrente sanguínea, que por sua vez irão inibir a ovulação. O adesivo é autocolante e tem eficácia semelhante à pílula (99,4%).

=> Indicações: está indicado para pacientes que frequentemente esquecem de tomar a pílula ou apresentem alguma intolerãncia às mesmas.

=> Uso: o primeiro adesivo deve ser colocado no primeiro dia da menstruação, sendo retirado após uma semana e substituído por um novo. Essas trocas deverão ocorrer por três semanas, seguidas de uma pausa de sete dias, período em que haverá a menstruação. Após esse intervalo, novo ciclo deverá ser iniciado.

=> Vantagens: método reversível, apresenta menor risco de esquecimento, e por ser absorvido diretamente na corrente sanguínea, a eficácia não é comprometida em caso de náuseas e/ou vômitos.

=> Desvantagens: são semelhantes às das pílulas, o custo é mais elevado e não protege contra DSTs.

• Anel Vaginal

Anel flexível constituído por baixa quantidade hormonal.

=> Uso: a paciente deverá introduzir o anel contraceptivo via vaginal no quinto dia da menstruação. O ciclo compreende três semanas de uso do anel, seguidos de uma pausa de 7 dias. Durante este período ocorrerá a mesntruação,

=> Vantagens: método eficaz, reversível e prático, uma vez que só precisa ser colocado a cada 21 dias e a própria paciente pode inserir. Não causa desconfortos durante a relação sexual.

=> Desvantagens: não pode ocorrer relaçao sexual até 1 hora após colocado o anel.

• Implante Subdérmico

O implante é constituído por um bastonete contendo 68 mg de etonogestrel. Além de inibir a ovulação, promove diminuição da espessura do endométrio e aumento da viscosidade do muco cervical, dificultando a ascensão dos espermatozóides.

=> Uso: pode ser iniciado em qualquer momento do ciclo. Se inserido até o sétimo dia do ciclo, não há necessidade de proteção adicional. No puerpério, pode ser aplicado seis semanas após o parto, se houver amamentação ou a qualquer momento, se a mulher não estiver amamentando.

=> Técnica de inserção: o implante dever ser inserido na face interna do antebraço, cerca de 6 a 8 cm acima da dobra do cotovelo, sob anestesia local.

=> Vantagens: método reversível, alta eficácia, duração de três anos e por não conter estrógenos, pode ser utilizado na amamentação.

=> Desvantagens: não protege contra DST/AIDS e necessita de profissional habilitado para realizar a inserção.

=> Efeitos Colaterais: aumento de peso, irregularidade menstrual, aumento da sensibilidade mamária e infecção no local do implante.

 Métodos Cirúrgicos

Laqueadura Tubária

Constitui método contraceptivo permanente, através da obstrução das tubas uterinas, dessa forma, impedindo a migração dos espermatozóides em direção ao óvulo.

=> Indicações: está indicada para pacientes com prole definida e que desejam um método contraceptivo definitivo. Em alguns casos, quando uma próxima gravidez possa trazer riscos para a saúde materna ou quando a paciente apresenta contra-indicações para os demais métodos, a cirurgia pode ser indicada.

=> Vantagens: método permanente e eficaz, com índices de falhas de 0,3 gestações para cada 100 mulheres/ano. Não interfere nas relações sexuais, na libido, nem no aleitamento materno.

=> Técnica: a cirurgia pode ser realizada por via abdominal ou vaginal. Nos pós parto imediato ( 24 a 48h), a via de acesso pode ser infra-umbilical. Indenpendente da técnica escolhida, recomenda-se ligadura do 1/3 proximal da trompa.

=> Complicações: infecção e hematoma de ferida operatória, infecção e sangramento intra-abdominal, lesão de órgãos pélvicos. Nos casos de falhas, há risco de gravidez tubária entre 1/5 a 3/4.

Vasectomia

Assim como a Laqueadura, trata-se de um método contraceptivo permanente.

=> Indicação: contracepção cirúrgica paa homens com repsonsabilidade civil plena, maiores de 25 anos ou dois filhos vivos.

=> Técnica: consiste na secção e ligadura do canal deferente, impendindo a passagem dos espermatozóides ao sêmen. O fluido ejaculado continuará contendo as secreções das vesículas seminais, próstata e uretra, sendo desprovido apenas dos espermatozóides.

=> Vantagens: método eficaz e permanente. Pode ser realizado em regime ambualtorial sob anestesia local, evitando internamento hospitar. Dura cerca de 30 minutos e o paciente retorna rapidamente às suas atividades (48h). Não interfere na função erétil,no orgasmo ou desejo sexual.

=> Reversão: apesar de ser uma cirurgia realizada com objetivo definitivo, há possibilidade de reversão. Nas reversões até três anos após a vasectomia, a chance de gravidez pode chegar a 76%. A recalização espontânea é rara, mas possível.

=> Complicações: como em qualquer procedimento cirúrgico podem ocorrer infecções, hematomas, dor no pós-operatório.

Contracepção de Emergência

Consite num método que pode evitar a gravidez após a relação sexual, através do uso de pílulas compostas por hormônios, aprovado pela Organização Mundial de Saúde.

=> Indicações: situaçõess de gravidez indesejada ou inapropriada, como em casos de violência sexual, falhas de outros métodos contraceptivos e relações desprotegidas.

=> Uso: a administração pode ser realizada em dose única ou dividida em duas doses iguais, com intervalos de 12h, sendo a primeira dose iniciada em até 72h após a relação sexual. Preferencialmente deve ser iniciado o quanto antes e em dose única.

=> Contra-indicação: gravidez confirmada.

=> Eficácia: apresenta Índice de Efetividade em 75%, porém o uso repetitivo do método pode comprometer sua eficácia.

=> Efeitos Colaterais:os mais comuns são náuseas e vômitos. Podem ainda ocorrer cefaléia, vertigens e dor mamária.

=> Riscos: não existe comprovação de que se usado durante início de gravidez ainda não diagnosticada, possa causar teratogênese no feto.

 

 

 
 









 
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